Essas são minhas últimas horas tendo 21 anos. Uma idade que, desde os 13, eu sonhava em ter. Eu fantasiava com uma vida em uma cidade grande, tatuagens, cabelos coloridos, apartamento próprio e sendo super bem resolvida. E pasme: eu não poderia estar mais perdida do que eu já estive na vida.
O cabelo colorido e algumas tatuagens até deram certo, mas o resto... kkkk
Mas foi um ano muito especial. Sinto que cresci muito, comparado ao ano passado, e sinto que ainda estou crescendo. Estou aprendendo a lidar com as primeiras frustrações da vida de jovem adulta, tipo pensar em emprego, estágio, carreira, faturas do cartão, essas chatices. Estou tendo que aprender a lidar com a frustração que é ter que deixar seus hobbies e paixões de lado pra focar em coisas que parecem tão mais urgentes, como as que citei anteriormente. E agora, pros meus 22 anos, quero aprender a me conectar comigo mesma de novo, em meio ao caos. Recuperar a parte de mim que sinto que estou perdendo aos poucos. A parte de mim que adorava desenhar e passava noites viradas desenhando e desenhando, ou assistindo vários filmes, lendo livros, jogando jogos, ou fazendo algum DIY. Quero isso de volta. Faz muita falta.
Apesar de oficialmente serem meus 22, tecnicamente a pandemia não contou como anos úteis (fonte: minha cabeça), então tecnicamente, estou fazendo 20 anos! :D
Mas pior que eu realmente me sinto mais com 20 do que com 22. Então meus 21 serão ano que vem. Quem sabe as previsões da Carol de 13 anos ainda virem realidade? (Tirando a parte de morar em cidade grande. Prefiro traficar do que ir pra São Paulo).
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