O primeiro dia do ano não teve muito dessa sensação. Só mais um dia normal.
Eu e a Luly viemos novamente para Porto Alegre para passar o fim de ano com a dinda.
Fomos pra SP dia 26, ficamos no apartamento da Maju e viemos pra Porto Alegre no dia 27. Passamos a maior parte do tempo cuidando dos gatinhos da ninhada da KitKat, gatinha da dinda, e fomos no Guaíra country club.
Eu sempre gosto muito de vir para o Sul para estar em contato com os bichinhos da dinda, ter contato com a natureza daqui do sítio, reencontrar a família que mora longe. Mas toda vez é um desafio ter que lidar com a minha tia. E dessa vez não foi diferente. Desde o primeiro dia aqui, já tive que lidar com ela querendo que eu e a Luly interagissemos forçadamente com os amigos dela, nos levou no aniversário do neto da vizinha dela sendo que nem fomos convidadas e não tinha nada a ver estarmos lá. Não tínhamos assunto, não sabíamos como interagir, só foi muito desconfortável. E ela botou a bronca nas nossas costas dando a entender que fomos mal educadas por não interagir muito, sendo que ela me conhece e sabe que odeio essas situações. Mas tudo tem que ser do jeito dela aparentemente.
Ontem meio que cheguei ao meu limite, porque, por mais que eu tente, é impossível ter uma conversa com ela sem ela ter alguma coisa pra me retrucar. Ficou o almoço dizendo que era um absurdo eu tomar Ades e todinho quando criança, fica tirando uma com a minha cara na frente dos outros por eu não saber dirigir carro manual tão bem, sendo que pedi pra ela me ajudar e nada dela querer ajudar. Trouxe o tarot pra tirarmos juntas, mas ela se recusa a passar qualquer tempo de qualidade comigo. E estou muito cansada disso.
Ela nos levou para a fazenda da Carla, mas foi muito corrido. Vi o Paulo lá, depois de tantos anos. Revimos alguns dos border collies do ano passado, ainda estão cheios de carrapatos, mas são fofos mesmo assim. Revimos o cavalo Oceano, fizemos carinho nele e em um outro cavalo marrom mais alto, que veio até nós sozinho. O oceano ficou nos seguindo. Ficamos com um pouco de medo mas acho que estava tudo bem. Ele era um amor. Vimos os gansos também, mas eles são muito implicões.
Teve uma hora que estávamos na mesa da sala comendo bolachas, a dinda foi abrir um espumante e estourou tudo em mim e na Luly, isso foi engraçado. Foi um pouco antes de sairmos pra ver os animais. Não encontramos o bebê migalha, que já não deve mais ser bebê. Não perguntei sobre ele pra Carla porque fiquei com medo da resposta, de talvez ele ter morrido ou ter ido embora. Melhor assim.
No momento estou na cama com a Luly, e a ninhada dos 7 gatinhos veio deitar nos nossos pés. Estou sentindo o corpinho do cinzinha no meu pé. Nem ligo pras pulgas, quero eles aqui com a gente pra sempre. Já amo todos. Vai ser muito difícil nos despedir deles.
























Nenhum comentário:
Postar um comentário